The Desperate Kingdom of Love

 

I used to love him - but I had to kill him.

Nunca havia experimentado ou sequer sonhado em ser amada daquela forma.
Não fui menina de sonhar com príncipes, casamento e amor eterno.
Expectativas de relacionamentos legais, nunca quis me envolver além de
namoro, jamais noivei ou casei.
Estudei, trabalhei, detonei, viajei, conheci um pedaço legal do planeta.

E nada que tivesse vivido e experienciado antes se comparou ao que foi ao teu lado, ao que senti por você.
Da ponta dos dedos do pé até meu último fio de cabelo, pertenci a você. Tudo
em mim adorava o todo e tudo em você.

Não era sem sentido. Sempre fez o maior sentido.
Tínhamos os mesmos ritmos - coisa difícil de se encontrar, considerando-se a
estranheza dos nossos.

O mesmo tesão em te beijar e te tocar, por anos a fio, nunca deixou de se intensificar com a intimidade.

Brutalmente amputado dos meus braços. Quero amputar meu coração pois ele é um todo de você e amor por você, como um câncer. Só arrancando o órgão...

Arrancar minhas entranhas, fazer transfusão de sangue.

Queria que as lembranças fossem assombrosas e não doces.
Que fosse um fantasma e não meu grande amor.


O espelho me assusta, mostra minha imagem sozinha, pela metade ainda que nunca tenha deixado de me sentir inteira ao seu lado.

A vida é uma cruel proprietária e somos infelizes inquilinos.
Não quero mais pagar aluguel!

Platão estava certo, no final. Melhor o ideal, as sombras do paraíso.
O resto é ilusão terrena, mortífera e tardia.

 

I can't get no satisfaction.

 

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