Vou abrir TODAS as gavetas e tirar TUDO de dentro delas.
Vou espalhar TUDO absolutamente sem ordem alguma e vou deitar em cima e deixar criar identidade própria.
Vou usar todos os óleos em minha pele e nunca mais deixar o sol mudar sua cor. NÃO TENHO FOGO NO MEU MAPA ASTRAL. Dizer a verdade, tenho photofobia.
Vou fechar as janelas, ligar o rádio, o computador, o cd player e o toca-discos. Ficar impossibilitada de focar ou me importar com qualquer coisa em absoluto. Inércia suprema.
Vou me lavar e esfregar até que não fique células mortas ou resíduos do que já não é mais.
Um texto de futuros.
Isso é até mais do que eu esperava de alguém que vive
tão apaixonada pelo passado.
Ou como gosta de colocar, pelo clássico.
Odeio John Travolta foi parte marcante de uma história sem fim. Morte às discotecas, viva o skate e o punk rock!
Aos 13 anos de idade você não precisa de muito mais e
ao mesmo tempo, precisa de tudo.
Olho em volta e vejo minhas palavras em bocas que não tem meus lábios nem minha voz. São bocas com memórias fantásticas e pouco conteúdo ativo. Ser passivo, receber e aceitar. Repetir e se acomodar.
Querer de volta o que foi dado como presente, não dá.
Detesto isso. Gosto das possibilidades... Gostaria de ficar testando a vida mais e poder fazer um rewind quando a escolha foi muito ruim.
Tipo HoundDog Day, o filme. Sem os clichês, mas a idéia de acordar mais de uma vez no mesmo dia para poder fazer diferente.
Não é arrependimento, é experiência.
Não é amargura, é desejo.
Hei de vomitar o impossível, escarrar todo o amor,
descongestinando meu peito.
Mas não hoje.
Um vago sentimento de paralização percorre o sistema nervoso.
E uma vagueza em geral atinge toda e qualquer tentativa de movimento.
Eu morro um pouco mais e me perco e é precisamente isso que me angustia... Não preciso necessariamente saber onde estou, mas para onde vou e principalmente o contrário, sem saber onde vou, tenho que entender onde estou.
Nada disso acontece agora.
Acho que é o excesso de Sol.
Dazed and confused, always.
Vanishing, again.
Eu quero.
Isso também é mais que o esperado.
Houve um longo período que não sabia o que era aquilo que queria.
Depois, quase sem querer, percebi.
Então, veio a vontade.
Esse Sol queimando, derreteu todo o frescor,
azedou a cremosidade da coisa em si e
realmente morri.
Só que quero. Não como antes mas como nunca, talvez.
Meu escarro e vômito serão todo o amor que vou oferecer.
Ela disse Phoenix. Mas também falou em self-destruction.
A little, she says. She knows not.
As gavetas e todos os aparelhos ligados!
A desordem e o descaso.
Não sei acabar com isso.
Não sou hábil - não desejo isso em mim.
Não sei como terminar.
Nem se quero.
O que não siginifica que não saiba o que quero.
Sei o quê.
O Sol não dá um minuto de descanso é insistente e absoluto.
Mencionei sobre as janelas?
Fechar todas e respirar o mesmo ar até não o suportar mais.
Vou deixar, passivamente.
Return the Gift e os Gang of 4.
Gosto dessas guitarras porque serram a melódia.
Odeio John Travolta e Olivia Newton John.
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Houve toda a dedicação - de músicas, shows, poesias à companherismo e tesão.
Sei nada e sou nada.
Não é pessoniano. É só existencial mesmo.
Nada moderno.
A Ilha me chama de volta.
Ouço sua voz, conheço quão frio e distante pode ser.
Mas gosto das montanhas e do verde pouco desbotado pelo sol.
Do sol, principalmente. Adoro o sol na Ilha.
Ela me disse: aqui, nada frutifica!
E me chamou para os sonhos e combinou esquemas e
planejamentos e esquemas organizados para sermos
práticas e realizarmos tudo e... se jogar?
Acho que vou. Talvez nunca nem devesse ter partido.
Foi tudo de mentira.
Acreditei, investi, produzi, incentivei, FIZ, FIZ, FIZ...
E tudo foi nada. Tudo aqui é de mentira e derrete no Sol.

WHO LOVES DE SUN?
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